Conhecido por sua atenção a literatura infantil e, principalmente, pela participação cívica, era republicano e nacionalista; também era defensor do serviço militar obrigatório[1]. Bilac escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Em 1907, foi eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, pela revista Fon-Fon. Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos cotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros"
wikipedia
É dele o poema que nunca saiu da minha cabeça, desde a primeira vez que o li...
Aquela palavra difícil marcou-me e ainda mais a felicidade de descobrir que o que entendi dela estava certo...
A mensagem... Bem, a mensagem passada pelo poema é, a meu ver, uma das mais verdadeiras...
Vamos ao poema...
Via Láctea
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto,
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E ao vir do Sol, saudoso e em pranto
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado-amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Têm o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas."
"...I've got so much left to say/If every simple song I wrote to you/Would take your breath away/I'd write it all..." Um pequeno espaço dedicado a devaneios, críticas ou palavras desconexas... Uma tentativa de organização dos pensamentos... Ou uma tetativa de desorganização... Vai saber...
terça-feira, 19 de abril de 2011
Carta de Lincoln ao professor de seu filho
"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.
Ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830
Pq eu adorei o texto...
Ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830
Pq eu adorei o texto...
segunda-feira, 14 de março de 2011
Vida nova...
Dizem que emprego novo é igual a vida nova...
Bom já tem um mês que minha nova vida começou...
E tenho que dar o braço a torcer... A despeito do cansaço, de as vezes pensar o que eu faço lá, de trazer trabalho pra casa... Eu estou adorando minha nova função... Ser parte do que forma novos seres e, pensar que lá na frente eles poderão ser ou fazer algo que de alguma coisa está relacionado ao que vivemos hoje é assustador, mas estranhamente reconfortante...
Logo eu que nunca me vi em uma sala de aula... Que fugia de ensinar as pessoas... Que mudei o rumo dos meus estudos pra nao parar na frente de um quadro negro estou adorando tudo isso... E mais... Me pego procurando conteúdos novos, tentando montar aulas legais... Quem diria...
O mundo é uma roda, como o KA...
E estou satisfeita com o lugar onde fui levada por essa magnificência que não pára de girar....
Será quem me acostumo com isso??
Mudando de assunto...
Tenho uns textinhos novos.... Vou procurar aqui e postar hj ou amanhã...
Enquanto isso...
Divirtam-se
http://www.youtube.com/watch?v=JOvLurOuXTU
p.s: Ouço algumas musicas e imediatamente me transporto para o mundo onde havia apenas um pistoleiro e, os feixes de luz que o seguram estão cedendo...
Me vejo parte de um KA-Tet maravilhoso...
Ouço algumas músicas como essa e penso como o mundo seria lindo nessa grande fábula que é Dark Tower...
Se vc não leu, saia já do pc e vá ler...
Se já leu, sabe do que estou falando...
Agora vou ver o que acho de novo sobre essa coleção que mudou minha forma de ver o mundo e ser vista por ele...
=D
Bom já tem um mês que minha nova vida começou...
E tenho que dar o braço a torcer... A despeito do cansaço, de as vezes pensar o que eu faço lá, de trazer trabalho pra casa... Eu estou adorando minha nova função... Ser parte do que forma novos seres e, pensar que lá na frente eles poderão ser ou fazer algo que de alguma coisa está relacionado ao que vivemos hoje é assustador, mas estranhamente reconfortante...
Logo eu que nunca me vi em uma sala de aula... Que fugia de ensinar as pessoas... Que mudei o rumo dos meus estudos pra nao parar na frente de um quadro negro estou adorando tudo isso... E mais... Me pego procurando conteúdos novos, tentando montar aulas legais... Quem diria...
O mundo é uma roda, como o KA...
E estou satisfeita com o lugar onde fui levada por essa magnificência que não pára de girar....
Será quem me acostumo com isso??
Mudando de assunto...
Tenho uns textinhos novos.... Vou procurar aqui e postar hj ou amanhã...
Enquanto isso...
Divirtam-se
http://www.youtube.com/watch?v=JOvLurOuXTU
p.s: Ouço algumas musicas e imediatamente me transporto para o mundo onde havia apenas um pistoleiro e, os feixes de luz que o seguram estão cedendo...
Me vejo parte de um KA-Tet maravilhoso...
Ouço algumas músicas como essa e penso como o mundo seria lindo nessa grande fábula que é Dark Tower...
Se vc não leu, saia já do pc e vá ler...
Se já leu, sabe do que estou falando...
Agora vou ver o que acho de novo sobre essa coleção que mudou minha forma de ver o mundo e ser vista por ele...
=D
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Texto Brilhante...
Hoje, resolvi postar o texto do Professor Luiz Antônio Simas que, de maneira brilhante ilustra o que está acontecendo nas salas de aulas brasileiras...
Pior que saber da mudança nas letras de cantigas infantis, é saber que em algumas escolas não se pode mais pintar a criança de índio, saci, soldado e nada disso, pq desrespeita algumas religiões... Algumas escolas são ainda mais severas e, esses assuntos não podem sequer ser abordados em sala de aula e, me pergunto se isso não é intolerância religiosa (com o pobre do folclore brasileiro, que nem pretensão de salvar almas tem), o que será? Se continuar assim, precisaremos com urgência fazer um abaixo assinado para transformar o nosso folclore em religião, na tentativa de torná-lo mais respeitado, partindo do princípio que as religiões precisam ser respeitadas a todo e qualquer custo, inclusive a morte do que é ser brasileiro...
E eu nem vou falar das aulas de Teorias da Evolução, pq senão vou me estender demais, mas daqui a pouco, será proibido falarmos de geração espontânea, Evolução das espécies, isso se já não for proibido... 0.o
E aí, me sinto exatamente como sentiram-se os índios quando chegaram os jesuítas impondo uma religião e um "conhecimento", desrespeitando toda a cultura riquissíma do povo indígena que aqui vivia... A diferença, é que não são os representantes de entidades religiosas que fazem isso dessa vez, mas os adetos da "Política da Boa Vizinhança", ou simplesmente o politicamente corretos...
O que é isso, educadores, professores, pedagogos?? Onde vamos parar assim??
Se ser politicamente correto é massacrar a melhor fase da vida de um ser humano (a infância) prefiro morrer politicamente incorreto e, até sofrer exilio ou prisão pela luta em favor da liberdade poéticas, pra não falar de expressão... =S
E, posso dizer que ensinarei a meus fihos, quando os tiver, as canções como a vovó me ensinou e isso será então a tradição de minha família pois, me recuso a aceitar essa situação!!!
O texto:
O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA
Texto de Luiz Antônio Simas
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias o u coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não.
Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Abraços,
Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).
Para terminar de ilustrar a situação, aqui vai o link para uma paródia do Leandro Hassum e do Marcius Melhem sobre falar difícil, que tem as canções infantis como seriam em versão rebuscada...
http://www.youtube.com/watch?v=I_AW8nUTWVI
Pq, nem que seja nessa versão, meu filho cantará a música em seu teor original!!!
Pior que saber da mudança nas letras de cantigas infantis, é saber que em algumas escolas não se pode mais pintar a criança de índio, saci, soldado e nada disso, pq desrespeita algumas religiões... Algumas escolas são ainda mais severas e, esses assuntos não podem sequer ser abordados em sala de aula e, me pergunto se isso não é intolerância religiosa (com o pobre do folclore brasileiro, que nem pretensão de salvar almas tem), o que será? Se continuar assim, precisaremos com urgência fazer um abaixo assinado para transformar o nosso folclore em religião, na tentativa de torná-lo mais respeitado, partindo do princípio que as religiões precisam ser respeitadas a todo e qualquer custo, inclusive a morte do que é ser brasileiro...
E eu nem vou falar das aulas de Teorias da Evolução, pq senão vou me estender demais, mas daqui a pouco, será proibido falarmos de geração espontânea, Evolução das espécies, isso se já não for proibido... 0.o
E aí, me sinto exatamente como sentiram-se os índios quando chegaram os jesuítas impondo uma religião e um "conhecimento", desrespeitando toda a cultura riquissíma do povo indígena que aqui vivia... A diferença, é que não são os representantes de entidades religiosas que fazem isso dessa vez, mas os adetos da "Política da Boa Vizinhança", ou simplesmente o politicamente corretos...
O que é isso, educadores, professores, pedagogos?? Onde vamos parar assim??
Se ser politicamente correto é massacrar a melhor fase da vida de um ser humano (a infância) prefiro morrer politicamente incorreto e, até sofrer exilio ou prisão pela luta em favor da liberdade poéticas, pra não falar de expressão... =S
E, posso dizer que ensinarei a meus fihos, quando os tiver, as canções como a vovó me ensinou e isso será então a tradição de minha família pois, me recuso a aceitar essa situação!!!
O texto:
O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA
Texto de Luiz Antônio Simas
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias o u coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não.
Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Abraços,
Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).
Para terminar de ilustrar a situação, aqui vai o link para uma paródia do Leandro Hassum e do Marcius Melhem sobre falar difícil, que tem as canções infantis como seriam em versão rebuscada...
http://www.youtube.com/watch?v=I_AW8nUTWVI
Pq, nem que seja nessa versão, meu filho cantará a música em seu teor original!!!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Uma década...
Vamos lá...
2010 tá acabando...
Comecei a pensar q lá se foi uma década de um novo milênio... Essa década que passou foi a primeira que eu vivi todos os anos sabendo exatamente o que estava vivendo... Pois quando 1990 começou eu tinha 7 aninhos... Assim, o ano 2000 começou no finalzinho da minha adolescência.. E, se na década de 90 passei por inúmeras transformações inclusive biológicas, com a passagem de criança para adolescente e todos os conflitos típicos da adolescência e, cheguei a década iniciada em 2000 com uma idéia do que eu iria querer para minha vida...
2000 começou com uma mudança de escola... Estava iniciando o ensino médio e, precisava decidir o que "ser quando crescer"... Até 2002 estudei num colégio que me ajudou muito a formar o meu caráter hoje. Foi no GPI que conheci pessoas que até hoje estão em minha vida me ajudando a construí-la. Mas também foi lá que passei por situações e pessoas que me marcaram e me ensinaram muito ma, que hoje não passam de lembranças... Foi lá que me preparei para passar pelo temido vestibular e, com isso, escolhi minha profissão... De lá, carrego comigo o Igor, a Did, o Nei, a Chris... E lá conheci o Zé, que permaneceu na minha vida metade dessa década e, é responsável por muito do que sou hoje...
Em 2003 começava uma nova fase da minha vida... Passei pra uma faculdade federal e começaria a estudar só no segundo semestre... Foi a primeira vez na vida que me vi seis meses sem estudar e, resolvi aproveitar as férias... Diverti-me muito e, aprendi muita coisa e fiz pelo menos uma amizade pra toda a vida na Fisioterapia do Fundão (aonde ia constantemente assistir aulas com o Zé), a Clarissa.
Em Outubro comecei a faculdade, conheci pessoas, passei a fazer movimento pendular, porque estudar em Niterói significava ir e voltar todo dia de lá... E, além de vivenciar cada oportunidade oferecida por esses anos mágicos que são os de faculdade, conheci o Gabriel: o anjinho que papai do céu colocou no meu caminho na UFF e, a amizade mais valiosa que trouxe de lá...
Em 2004 as coisas seguiram sua rotina: faculdade, casa, passeios, viagens... Mas, como nenhuma mudança MT brusca aconteceu, 2004 foi como uma extensão de 2003...
2005 veio e, com ele um acontecimento que mudou completamente minha vida: Em abril desse ano meu pai foi embora... A faculdade foi trancada e passei o ano cuidando da Lanchonete Trololó, o legado de meu pai tão amado e saudoso... Nossa! Em 2005 descobri que sou forte, que tenho um pouquinho de determinação e que sou capaz de superar qualquer obstáculo, se assim desejar... Aprendi que sou boa e matemática e que administrar uma empresa é coisa de gente grande... Com todas as dificuldades, descobri também que os verdadeiros amigos estão sempre ao seu lado, não importa o que aconteça... E assim estreitei meus laços com esses amigos, me afastei dos não tão amigos e a vida seguiu... Devo agradecimentos enormes a todos os que me apoiou nesse ano tão difícil, em especial ao Zé que se manteve ao meu lado, me dando todo o suporte de que precisei... (Muito Obrigada, Zé. Sem você eu provavelmente sofreria muito mais e, talvez nem passasse por determinadas coisas...)
2006 foi o ano da retomada da faculdade... Voltei em uma turma diferente da minha, tinha que recuperar o tempo perdido e, conheci muitas pessoas na BIO UFF... Determinei que ia fazer a Licenciatura ao invés da tão sonhada Bio-mar... Afinal, precisava me formar rápido e conseguir emprego pra ajudar em casa... Tudo correu como deveria... Coloquei um piercing e, estava mais próxima da minha mãe que jamais estive em toda minha vida.. Se ela sempre foi minha amiga, agora passava a ser minha melhor amiga... Mudamos do apartamento para a casa que meu irmão tinha construído. Com isso vieram inúmeros problemas que resolvemos de certa forma...
2007 foi outro ano de mudanças... Nesse ano o relacionamento que começou lá atrás com o Zé acabou e, tive q aprender a ser solteira de novo... Além de me afastar de alguém deveras importante para mim... Mas a vida é cheia de percalços e no meio disso tudo conheci o LH... Descobri que podia rir e me alegrar com coisas simples... Passei a ver meus problemas com outros olhos e, com isso, foi ficando cada vez mais fácil resolvê-los...
Fui a boates, viajei para Araruama, conheci um monte de “criancinhas” que me (re)ensinaram que maturidade independe de idade e, me ensinaram um monte de coisas... Pintei o cabelo pela 1 vez, tirei piercing... Me apaixonei pelo LH e, começamos a namorar... Voltei a ser um pouquinho criança me tornei mais feliz e nunca estive mais determinada a acabar a faculdade logo para seguir com minha vida... Conheci, nesse ano, o Felipe, o Rafa, A Lu, a Fe, o Danilo, todos amigos do LH que eu agreguei e uns que roubei pra mim... Isso sem contar da minha nova família: Dona Moça, Seu Moço e Felipideos... Voltamos para o apartamento...
2008 foi um ano de realização... A faculdade acabou em Março, com uma monografia sobre inclusão social... Mas a formatura seria em agosto... Novas férias!!! Aproveitei um montão!!! Em outubro, homenageei meu pai com a “Homenagem aos ausentes” da formatura. Fiz da minha a mãe mais orgulhosa do mundo e, fiz meu irmão mais velho chorar de alegria ao me ver graduada (e ele era o grande responsável por isso, já que ele q me custeou nesse ultimo ano de UFF)... Meu namorado era só sorriso e, minha nova família ficou muito feliz com minha realização... Mas, me assustei horrores quando passei de estudante a desempregada... Assim, no final do ano eu comecei um curso de Tec. De Segurança do Trabalho, na expectativa de conseguir uma melhor colocação no mercado de trabalho... Passei em um concurso público da prefeitura do RJ... Conheci o Gedson e =, agreguei mais um amigo a minha lista... Rei o Igor e, nossa amizade se tornou mais sólida...
2009 veio e foi rápido... Acabei em dezembro o curso técnico e já estava pesquisando pós graduação... Mas emprego que é bom nada. Me preparei e passei em 9 lugar para uma subsidiária da Petrobras... Mas não fui chamada... Fiz uma viagem maravilhosa com meu irmão, pro Nordeste... Reencontrei o LFMA e conheci lugares paradisíacos...
2010 chegou mansinho, mas quando vi já estava no fim... Me cadastrei em sites e estava procurando emprego com mais afinco mas, a greve do TEM me atrasou um cadinho... Não poderia trabalhar como técnica até a greve acabar e meu registro ficar pronto... Entrei pra academia e comecei a preparação física para a prova da Petrobras... Passei a ir correr na praia... No meado do ano dei entrada no meu registro no TEM e, continuei fazendo concursos mas não passei em nenhum...
No finalzinho do ano tomei um susto enorme... Meu avô caiu e quebrou o colo do fêmur... Foi hospitalizado e, descobriu-se que ele precisaria operar, mas só faria a cirurgia se colocasse um marca passo... Passei uma quinzena de dezembro no hospital do exercito e, graças a Deus tudo correu bem nas duas cirurgias do vovô...
Cheguei a casa para o Natal com a notícia que logo o Sabatel estaria andando e, fui surpreendida com um telegrama da prefeitura me convocando pro concurso que passei lá em 2008...
O ano foi se fechando com chave de ouro e um monte de resoluções e planos para a próxima década...
Que 2011 venha com tudo... Que eu tenha forças para enfrentar tudo o que for preciso e, que as pessoas que eu amo estejam cada dia mais próximas a mim...
Espero que a próxima década seja repleta de realizações e surpresas e, que meu próximo balanço seja mais detalhado e repleto de coisas boas...
Que os amigos que fiz nessa década perdurem como a Michelle, o Victor e o Diogo, que agora são meus amigos ha mais de dez anos, oficialmente. Que eu conheça muitas pessoas que me ensinem um monte de coisas mas, que eu possa contribuir para o crescimento e realização de todos os que me são caros...
Quem sabe, no final da próxima década eu me case... rsrsrs (Pra quem não é habituado, desde os 13 anos vou me casar daqui 10 anos)
Bem vindo 2011!!! E que essa década seja maravilhosa!!!!!!!! Pra todos nós...
=D
Froman
2010 tá acabando...
Comecei a pensar q lá se foi uma década de um novo milênio... Essa década que passou foi a primeira que eu vivi todos os anos sabendo exatamente o que estava vivendo... Pois quando 1990 começou eu tinha 7 aninhos... Assim, o ano 2000 começou no finalzinho da minha adolescência.. E, se na década de 90 passei por inúmeras transformações inclusive biológicas, com a passagem de criança para adolescente e todos os conflitos típicos da adolescência e, cheguei a década iniciada em 2000 com uma idéia do que eu iria querer para minha vida...
2000 começou com uma mudança de escola... Estava iniciando o ensino médio e, precisava decidir o que "ser quando crescer"... Até 2002 estudei num colégio que me ajudou muito a formar o meu caráter hoje. Foi no GPI que conheci pessoas que até hoje estão em minha vida me ajudando a construí-la. Mas também foi lá que passei por situações e pessoas que me marcaram e me ensinaram muito ma, que hoje não passam de lembranças... Foi lá que me preparei para passar pelo temido vestibular e, com isso, escolhi minha profissão... De lá, carrego comigo o Igor, a Did, o Nei, a Chris... E lá conheci o Zé, que permaneceu na minha vida metade dessa década e, é responsável por muito do que sou hoje...
Em 2003 começava uma nova fase da minha vida... Passei pra uma faculdade federal e começaria a estudar só no segundo semestre... Foi a primeira vez na vida que me vi seis meses sem estudar e, resolvi aproveitar as férias... Diverti-me muito e, aprendi muita coisa e fiz pelo menos uma amizade pra toda a vida na Fisioterapia do Fundão (aonde ia constantemente assistir aulas com o Zé), a Clarissa.
Em Outubro comecei a faculdade, conheci pessoas, passei a fazer movimento pendular, porque estudar em Niterói significava ir e voltar todo dia de lá... E, além de vivenciar cada oportunidade oferecida por esses anos mágicos que são os de faculdade, conheci o Gabriel: o anjinho que papai do céu colocou no meu caminho na UFF e, a amizade mais valiosa que trouxe de lá...
Em 2004 as coisas seguiram sua rotina: faculdade, casa, passeios, viagens... Mas, como nenhuma mudança MT brusca aconteceu, 2004 foi como uma extensão de 2003...
2005 veio e, com ele um acontecimento que mudou completamente minha vida: Em abril desse ano meu pai foi embora... A faculdade foi trancada e passei o ano cuidando da Lanchonete Trololó, o legado de meu pai tão amado e saudoso... Nossa! Em 2005 descobri que sou forte, que tenho um pouquinho de determinação e que sou capaz de superar qualquer obstáculo, se assim desejar... Aprendi que sou boa e matemática e que administrar uma empresa é coisa de gente grande... Com todas as dificuldades, descobri também que os verdadeiros amigos estão sempre ao seu lado, não importa o que aconteça... E assim estreitei meus laços com esses amigos, me afastei dos não tão amigos e a vida seguiu... Devo agradecimentos enormes a todos os que me apoiou nesse ano tão difícil, em especial ao Zé que se manteve ao meu lado, me dando todo o suporte de que precisei... (Muito Obrigada, Zé. Sem você eu provavelmente sofreria muito mais e, talvez nem passasse por determinadas coisas...)
2006 foi o ano da retomada da faculdade... Voltei em uma turma diferente da minha, tinha que recuperar o tempo perdido e, conheci muitas pessoas na BIO UFF... Determinei que ia fazer a Licenciatura ao invés da tão sonhada Bio-mar... Afinal, precisava me formar rápido e conseguir emprego pra ajudar em casa... Tudo correu como deveria... Coloquei um piercing e, estava mais próxima da minha mãe que jamais estive em toda minha vida.. Se ela sempre foi minha amiga, agora passava a ser minha melhor amiga... Mudamos do apartamento para a casa que meu irmão tinha construído. Com isso vieram inúmeros problemas que resolvemos de certa forma...
2007 foi outro ano de mudanças... Nesse ano o relacionamento que começou lá atrás com o Zé acabou e, tive q aprender a ser solteira de novo... Além de me afastar de alguém deveras importante para mim... Mas a vida é cheia de percalços e no meio disso tudo conheci o LH... Descobri que podia rir e me alegrar com coisas simples... Passei a ver meus problemas com outros olhos e, com isso, foi ficando cada vez mais fácil resolvê-los...
Fui a boates, viajei para Araruama, conheci um monte de “criancinhas” que me (re)ensinaram que maturidade independe de idade e, me ensinaram um monte de coisas... Pintei o cabelo pela 1 vez, tirei piercing... Me apaixonei pelo LH e, começamos a namorar... Voltei a ser um pouquinho criança me tornei mais feliz e nunca estive mais determinada a acabar a faculdade logo para seguir com minha vida... Conheci, nesse ano, o Felipe, o Rafa, A Lu, a Fe, o Danilo, todos amigos do LH que eu agreguei e uns que roubei pra mim... Isso sem contar da minha nova família: Dona Moça, Seu Moço e Felipideos... Voltamos para o apartamento...
2008 foi um ano de realização... A faculdade acabou em Março, com uma monografia sobre inclusão social... Mas a formatura seria em agosto... Novas férias!!! Aproveitei um montão!!! Em outubro, homenageei meu pai com a “Homenagem aos ausentes” da formatura. Fiz da minha a mãe mais orgulhosa do mundo e, fiz meu irmão mais velho chorar de alegria ao me ver graduada (e ele era o grande responsável por isso, já que ele q me custeou nesse ultimo ano de UFF)... Meu namorado era só sorriso e, minha nova família ficou muito feliz com minha realização... Mas, me assustei horrores quando passei de estudante a desempregada... Assim, no final do ano eu comecei um curso de Tec. De Segurança do Trabalho, na expectativa de conseguir uma melhor colocação no mercado de trabalho... Passei em um concurso público da prefeitura do RJ... Conheci o Gedson e =, agreguei mais um amigo a minha lista... Rei o Igor e, nossa amizade se tornou mais sólida...
2009 veio e foi rápido... Acabei em dezembro o curso técnico e já estava pesquisando pós graduação... Mas emprego que é bom nada. Me preparei e passei em 9 lugar para uma subsidiária da Petrobras... Mas não fui chamada... Fiz uma viagem maravilhosa com meu irmão, pro Nordeste... Reencontrei o LFMA e conheci lugares paradisíacos...
2010 chegou mansinho, mas quando vi já estava no fim... Me cadastrei em sites e estava procurando emprego com mais afinco mas, a greve do TEM me atrasou um cadinho... Não poderia trabalhar como técnica até a greve acabar e meu registro ficar pronto... Entrei pra academia e comecei a preparação física para a prova da Petrobras... Passei a ir correr na praia... No meado do ano dei entrada no meu registro no TEM e, continuei fazendo concursos mas não passei em nenhum...
No finalzinho do ano tomei um susto enorme... Meu avô caiu e quebrou o colo do fêmur... Foi hospitalizado e, descobriu-se que ele precisaria operar, mas só faria a cirurgia se colocasse um marca passo... Passei uma quinzena de dezembro no hospital do exercito e, graças a Deus tudo correu bem nas duas cirurgias do vovô...
Cheguei a casa para o Natal com a notícia que logo o Sabatel estaria andando e, fui surpreendida com um telegrama da prefeitura me convocando pro concurso que passei lá em 2008...
O ano foi se fechando com chave de ouro e um monte de resoluções e planos para a próxima década...
Que 2011 venha com tudo... Que eu tenha forças para enfrentar tudo o que for preciso e, que as pessoas que eu amo estejam cada dia mais próximas a mim...
Espero que a próxima década seja repleta de realizações e surpresas e, que meu próximo balanço seja mais detalhado e repleto de coisas boas...
Que os amigos que fiz nessa década perdurem como a Michelle, o Victor e o Diogo, que agora são meus amigos ha mais de dez anos, oficialmente. Que eu conheça muitas pessoas que me ensinem um monte de coisas mas, que eu possa contribuir para o crescimento e realização de todos os que me são caros...
Quem sabe, no final da próxima década eu me case... rsrsrs (Pra quem não é habituado, desde os 13 anos vou me casar daqui 10 anos)
Bem vindo 2011!!! E que essa década seja maravilhosa!!!!!!!! Pra todos nós...
=D
Froman
Resoluções de Ano novo
Vamos lá...
Em relação às resoluções de 2010, ainda há coisas a fazer, pois continuo relapsa com meus amigos, e não visito o blog tanto quantop deveria...
De retso td ok!
Para 2011 pretendo?
- Ler mais de 12 livros
- Passar e ser chamada em outro conurso público
- Planejar a possibilidade de morar sozinha
- Me desfazer do que não me faz bem
- Iniciar o MBA em gestão ambiental e, terminá-lo
- Pesquisar a possibilidade de fazer Engenharia no 2 semestre, ou qndo acabar o MBA
- Continuar na academia e, se possível fazer alguma dança
- Me dedicar mais a Yoga e ao Pilates
- Fazer o meu melhor para fazer as pessoas que ao felizes
E por hora é isso que tenho de resoluções...
Ainda posto hj uma msgm bonita de fim de ano... =D
Em relação às resoluções de 2010, ainda há coisas a fazer, pois continuo relapsa com meus amigos, e não visito o blog tanto quantop deveria...
De retso td ok!
Para 2011 pretendo?
- Ler mais de 12 livros
- Passar e ser chamada em outro conurso público
- Planejar a possibilidade de morar sozinha
- Me desfazer do que não me faz bem
- Iniciar o MBA em gestão ambiental e, terminá-lo
- Pesquisar a possibilidade de fazer Engenharia no 2 semestre, ou qndo acabar o MBA
- Continuar na academia e, se possível fazer alguma dança
- Me dedicar mais a Yoga e ao Pilates
- Fazer o meu melhor para fazer as pessoas que ao felizes
E por hora é isso que tenho de resoluções...
Ainda posto hj uma msgm bonita de fim de ano... =D
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O início de uma nova fase...
Era um dia ensolarado de inverno na cidade do Rio de janeiro. As pessoas caminhavam apressadas para seus destinos. Vez ou outra alguém olhava em sua direção e, ele novamente sentia-se vivo.
Algumas vezes, imaginava-se exposto na vitrine de uma loja de animais: Todos apontavam para ele, cochichavam algo e saiam apressados para seu destino imediatamente após o comentário.
Sem que ninguém notasse, uma sensação de impotência ante o fim próximo e cruel se apoderava de sua alma. Ele não podia se permitir o luxo de transparecer tamanha insegurança e, por isso, permanecia imóvel, impassível, com o olhar impenetrável como uma verdadeira fortaleza.
À medida que o dia passava o tempo mudava, como que compartilhando da agonia de sua alma. O Sol escondeu-se atrás de pesadas nuvens de tempestade e, ao longe se podia ouvir os trovões a marcar o balé de raios.
Muitos do que passavam por ele não faziam idéia de sua idade e, isso o punha a relembrar. Nasceu em abril de 1891, filho de Rodolfo Dantas, que planeja para ele um futuro onde ele seria apenas alguém que defenderia o regime deposto (monarquia).
Até o dia de hoje, passou por tantas coisas e conheceu tantas pessoas que era quase impossível enumerá-las, entretanto, de algumas pessoas e determinadas ocasiões, lembrava com carinho e pesar. Afinal, como esquecer amigos como Eça de Queiroz, José Veríssimo, Joaquim Nabuco, entre outros tantos? Como deixar pra trás todas as notícias tristes e atrocidades ocorridas durante as duas guerras pelas quais passou ileso?
Mesmo que tentasse, não conseguia deixar pelo caminho as mágoas de ter sido caçado por Floriano Peixoto, 1893. E não sabia onde esconder a vergonha de ter apoiado o Golpe Militar de 1964, que o submeteu autocensura, que perdurou até 1972.
Conforme o tempo passava, foi se tonando cada vez mais importante e, em 2005 mudou-se para a Casa do Bispo, imóvel tradicional do RJ. Em 2006 inovou, trazendo tendências européias ao Brasil, na área em que atuava.
Mas nada disso bastava e, com o fim iminente, sentia-se alguém sem importância, quase invisível para as pessoas tão apressadas que passavam por ele e o olhavam como um pedaço de papel em branco.
Estava tentando se acostumar ao fim cruel do esquecimento, se convencer que aquilo não era o fim, mas o começo de uma nova era. Mas era trágico que alguém com tanta história terminasse assim, na sarjeta jogado numa poça d’água qualquer.
Quando não restavam mais esperanças, resolveu deixar-se molhar pela chuva sagrada, que selaria seu fim, alguém veio correndo em sua direção, agarrou-o e saiu em direção a um abrigo da chuva. O jovem rapaz usava-o como anteparo para as grossas gotas que caíam do céu.
Naquele momento, ele entendeu o significado de “vida após a morte” e, percebeu que o fim nada mais era que um novo começo. Sentiu-se útil novamente e, era o ser mais feliz do universo naquele instante.
Nada poderia destruir sua felicidade ou, diminuir sua sensação de dever cumprido. Desde que saíra da gráfica na madrugada daquele dia, escutou de todos que ao final do dia ele não seria nada alem de um pedaço de jornal velho. Ouviu que as pessoas o usariam e jogariam num canto e, que ser a última edição impressa de um dos jornais de maior circulação e importância no Rio de Janeiro nada significava: ao final do dia estaria esquecido.
No momento que tornou-se indispensável a alguém, mesmo que por um período curto, entendeu que, como disse certa vez Shakespeare: “Existe mais coisas no céu e na Terra, Horácio, que a tua filosofia jamais sonhou.”. Assim, encheu-se de orgulho e decidiu que a era virtual que começava naquele sombrio dia 31/08/2010 não seria seu fim, mas o começo de uma nova fase de sua existência.
O rapaz que o recolheu da sarjeta chegou ao abrigo e, como que respeitando sua grandiosidade, o esticou para secar e, sorrindo partiu. Podia jurar que ouviu aquele pedaço de papel agradecer e falar para acessar sua página on line. Mas estaria ficando louco se isso fosse verdade.
Assim, sentou-se no banco onde colocou o jornal para secar, abriu sua mochila e, decidiu que precisava saber como andava o trânsito e as enchentes na cidade antes de sair dali. Assim, pegou o laptop e, com auxilio da internet 3G acessou o seu site favorito de notícias, sem nem imaginar que aquele pedaço de papel molhado atrás dele era uma parte muito importante da história desse periódico em que ele tanto confiava. Assim, quando acabou de digitar “jb.digitalpages.com.br” ele apertou “ENTER” e entrou no mundo mágico da leitura.
By me.
Em homenagem tardia a um excelente jornal, que fez parte do dia a dia de milhares de pessoas e, que continuará a fazer mas em versão on line.
O assustador é pensar que esse foi só mais um jornal que deixou de ser impresso no mundo e, que de certa forma a era digital contribui para o atraso da economia, quando levamos em consideração as centenas de pessoas que trabalhavam nas gráficas e entrega desses jornais e, que estão agora desempregadas...
De quaquer forma, achei que valia o texto so bre esse fim de versão impressa que foi tão pouco falado, em meio a tantas notícias sobre eleições, crises políticas e problemas de segurança que estamos vivendo atualmente no Rio de Janeiro.
Espero que goste,... ;)
Algumas vezes, imaginava-se exposto na vitrine de uma loja de animais: Todos apontavam para ele, cochichavam algo e saiam apressados para seu destino imediatamente após o comentário.
Sem que ninguém notasse, uma sensação de impotência ante o fim próximo e cruel se apoderava de sua alma. Ele não podia se permitir o luxo de transparecer tamanha insegurança e, por isso, permanecia imóvel, impassível, com o olhar impenetrável como uma verdadeira fortaleza.
À medida que o dia passava o tempo mudava, como que compartilhando da agonia de sua alma. O Sol escondeu-se atrás de pesadas nuvens de tempestade e, ao longe se podia ouvir os trovões a marcar o balé de raios.
Muitos do que passavam por ele não faziam idéia de sua idade e, isso o punha a relembrar. Nasceu em abril de 1891, filho de Rodolfo Dantas, que planeja para ele um futuro onde ele seria apenas alguém que defenderia o regime deposto (monarquia).
Até o dia de hoje, passou por tantas coisas e conheceu tantas pessoas que era quase impossível enumerá-las, entretanto, de algumas pessoas e determinadas ocasiões, lembrava com carinho e pesar. Afinal, como esquecer amigos como Eça de Queiroz, José Veríssimo, Joaquim Nabuco, entre outros tantos? Como deixar pra trás todas as notícias tristes e atrocidades ocorridas durante as duas guerras pelas quais passou ileso?
Mesmo que tentasse, não conseguia deixar pelo caminho as mágoas de ter sido caçado por Floriano Peixoto, 1893. E não sabia onde esconder a vergonha de ter apoiado o Golpe Militar de 1964, que o submeteu autocensura, que perdurou até 1972.
Conforme o tempo passava, foi se tonando cada vez mais importante e, em 2005 mudou-se para a Casa do Bispo, imóvel tradicional do RJ. Em 2006 inovou, trazendo tendências européias ao Brasil, na área em que atuava.
Mas nada disso bastava e, com o fim iminente, sentia-se alguém sem importância, quase invisível para as pessoas tão apressadas que passavam por ele e o olhavam como um pedaço de papel em branco.
Estava tentando se acostumar ao fim cruel do esquecimento, se convencer que aquilo não era o fim, mas o começo de uma nova era. Mas era trágico que alguém com tanta história terminasse assim, na sarjeta jogado numa poça d’água qualquer.
Quando não restavam mais esperanças, resolveu deixar-se molhar pela chuva sagrada, que selaria seu fim, alguém veio correndo em sua direção, agarrou-o e saiu em direção a um abrigo da chuva. O jovem rapaz usava-o como anteparo para as grossas gotas que caíam do céu.
Naquele momento, ele entendeu o significado de “vida após a morte” e, percebeu que o fim nada mais era que um novo começo. Sentiu-se útil novamente e, era o ser mais feliz do universo naquele instante.
Nada poderia destruir sua felicidade ou, diminuir sua sensação de dever cumprido. Desde que saíra da gráfica na madrugada daquele dia, escutou de todos que ao final do dia ele não seria nada alem de um pedaço de jornal velho. Ouviu que as pessoas o usariam e jogariam num canto e, que ser a última edição impressa de um dos jornais de maior circulação e importância no Rio de Janeiro nada significava: ao final do dia estaria esquecido.
No momento que tornou-se indispensável a alguém, mesmo que por um período curto, entendeu que, como disse certa vez Shakespeare: “Existe mais coisas no céu e na Terra, Horácio, que a tua filosofia jamais sonhou.”. Assim, encheu-se de orgulho e decidiu que a era virtual que começava naquele sombrio dia 31/08/2010 não seria seu fim, mas o começo de uma nova fase de sua existência.
O rapaz que o recolheu da sarjeta chegou ao abrigo e, como que respeitando sua grandiosidade, o esticou para secar e, sorrindo partiu. Podia jurar que ouviu aquele pedaço de papel agradecer e falar para acessar sua página on line. Mas estaria ficando louco se isso fosse verdade.
Assim, sentou-se no banco onde colocou o jornal para secar, abriu sua mochila e, decidiu que precisava saber como andava o trânsito e as enchentes na cidade antes de sair dali. Assim, pegou o laptop e, com auxilio da internet 3G acessou o seu site favorito de notícias, sem nem imaginar que aquele pedaço de papel molhado atrás dele era uma parte muito importante da história desse periódico em que ele tanto confiava. Assim, quando acabou de digitar “jb.digitalpages.com.br” ele apertou “ENTER” e entrou no mundo mágico da leitura.
By me.
Em homenagem tardia a um excelente jornal, que fez parte do dia a dia de milhares de pessoas e, que continuará a fazer mas em versão on line.
O assustador é pensar que esse foi só mais um jornal que deixou de ser impresso no mundo e, que de certa forma a era digital contribui para o atraso da economia, quando levamos em consideração as centenas de pessoas que trabalhavam nas gráficas e entrega desses jornais e, que estão agora desempregadas...
De quaquer forma, achei que valia o texto so bre esse fim de versão impressa que foi tão pouco falado, em meio a tantas notícias sobre eleições, crises políticas e problemas de segurança que estamos vivendo atualmente no Rio de Janeiro.
Espero que goste,... ;)
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